Eu menti. Pra todos e pra mim.
Desde que a idéia do blog surgiu, tenho assumido uma postura de quem sabe mesmo o que faz um cara perder uma garota. Mas hoje vejo que existem dois tipos de garotas: a que nunca foi sua de verdade, logo não há o que perder e a que te amará loucamente mesmo você sendo o maior dos imbecis, e neste caso nada que você faça vai interferir muito no que ela sente.
Me dou o direito de falar, pelo menos por metade das garotas que já concordaram com algum post meu. Na verdade a gente busca aquele por quem nossa perna treme, nossa pele vibra, nosso sorriso abre, mesmo quando a gente prometeu pra si mesmas (e pras amigas!) ignorar. Aquele que não é tão fácil, mas que sabe a hora certa de fazer os joguinhos, aquele pode ou não sentir a mesma coisa que nós. É meio burro da nossa parte, optar por aquele que tem maior probabilidade de nos fazer sofrer, mas é isso que a gente chama de querer ser inteira.
Uma vez que sentimos o que é estar inteiramente, física e emocionalmente, atraídas por alguém, parece absurdo aceitar algo menos que isso, parece absurdo aceitar ser metade.
Pode ser que um dia, daqui uns 5 anos, nossas visões mudem, e então optemos por ter um porto seguro. Por ter um relacionamento com alguém que faz de tudo por nós, e que as vezes parece nos amar mais do que nós mesmas. Mas por enquanto a gente busca alguém que nos faça querer ser melhores, alguém que se encaixe nos nossos planos e alguém que desequilibre nosso mundinho onde planejamos e controlamos tudo.
Mas como eu já disse, eu menti. Escrevo aqui pra encontrar pessoas que pensem como eu, ou que me mostrem o quão errada eu estou sobre um assunto. Escrevo pra não explodir, e pra ajudar outras pessoas a não explodirem também. Se você é a exceção, não se assuste com as minhas palavras, há um monte de garotas como eu esperando, secretamente, conhecer as exceções de todas as nossas teorias.